Preliminares de Price vs Jonas

Jorge Luiz Tourinho
12 de Março de 2025
Como escrevi no artigo anterior, o excepcional evento do dia 7 de março no Royal Albert Hall em Londres teve outros combates femininos. Vamos apresentar os que foram trazidos pela ESPN4 que marcou um golaço com a transmissão.
Caroline Dubois (11-0-1) W10 Bo Mi Re Shin (18-3-3)
Título WBC das leves.
A irmã do também campeão Daniel Dynamite Dubois manteve seu cinturão com alguma dificuldade. Os prognósticos a apontavam como franca favorita, mas a falta de combustível e a exaustão quase propiciaram à brava desafiante coreana a zebra.
Do primeiro ao oitavo tempo, a melhor técnica de Caroline superou com sobras, no meu ponto de vista, a valentia e resiliência de Shin. Não houve quedas nem maiores dramas. Os 10-9 foram seguindo na minha papeleta até os dois últimos rounds. A campeã ficou sem gás e sua rival foi para cima meio desordenada. No último descanso estava patente que só o coração a faria ter a mão levantada. Uma verdadeira agonia que os clinches não puderam abreviar. O gongo salvador sim.
Na entrevista após o anúncio da vitória ela explicou que veio de uma virose e que realmente faltou energia.
A decisão, esquisita para o meu gosto, foi majoritária. As pontuações foram: Jae Bong Kim 95-95, Victor Loughlin 98-93 e Perla Rodriguez 98-92. Essa última marcação foi também a do comentarista ESPN Servilio de Oliveira. Consegui ainda ver vitória de Caroline no nono episódio dando assim 99-91.
Karriss Artingstall (7-0) W10 Raven Chapman (9-2)
Título britânico das penas.
Para quem gosta da informação, Artingstall foi medalhista olímpica de bronze. A decisão unânime talvez esconda uma luta dura e equilibrada que a maior envergadura da agora rainha bem usada tenha sido o diferencial.
Chapman também queria a faixa e se jogou com o que tinha. Sofreu um knockdown no segundo tempo fruto de um gancho de esquerda. A vitória de Karriss a coloca no topo dessa divisão, mas não deixa de manter Raven entre as top-15.
O alvo seguinte pode ser Skye Nicholson que já triunfou sobre Chapman.
Os escores foram: Mark Lyson 98-91, Marcus McDonnell 97-92 e Mark Bates 96-93. Servilio apontou 98-91 e eu vi 96-93.
Jasmina Zapotoczna (9-1) W10 Clhoè Watson (8-1)
Esta foi uma das decisões mais infelizes que pude assistir esse ano! Em jogo o título europeu da EBU das moscas.
O confronto, do início ao fim, teve o mesmo desenrolar. Watson caçando e Jasmina fugindo. Foi a britânica aquela que conseguiu os melhores golpes, na minha opinião. A boxeadora nascida na Polônia (agora radicada na Inglaterra) mostrou também excelente linha, mas quem dá o centro do ringue tem que atirar golpes para vencer.
Concordo que foi uma luta dura, mas teve uma que dominou e conectou os melhores socos. Enfim, chamem o professor Paulo Roberto Godinho para fazer a reciclagem dessa rapaziada.
As pontuações dos juízes foram: Victor Loughlin e Mark Lyson 96-95 a favor de Zapotoczna e Mark Bates 97-93 para Watson. Servilio anotou 100-90 e eu 99-91 ambos para Watson.
Francesca Hennessy (6-0) W8 Gemma Ruegg (8-13-1)
Em jogo estava o cinto WBA Intercontinental (ou coisa parecida) das super galos. Pelo menos assim entendi. A jovem vencedora é outra promessa inglesa com bela linha pugilística. Dominou por completo e brava, porém pouco lúcida, irlandesa.
Servilio eu marcamos 80-72. O mesmo da árbitra Amy Pu. Provavelmente não havia faixa nenhuma na jogada. Devo ter entendido mal.